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17 May, 2010

Pois é.
Do fim-de-semana conto que, apesar de não ter tido momentos fracturantes, encheu-me as medidas.
Em todos os dias tive algo porque ansiar.

Sexta-feira: foi dia de coração. Escrevi os meus medos, pedi - Lê! - e recebi a resposta.
Minutos mais tarde tive uma confirmação de outra pessoa - amigos como dantes?
E à noite o meu coração profissional voltou a palpitar. Pro bono. Embrião. Será que ele reparou que eu estive a patinar 90% do tempo?
Acabei a madrugada perdida entre a A1 e a A29, mas gostei de conduzir na escuridão da noite, apenas guiada pelos meus farois. Cada dia gosto mais de ti meu Micra...

Sábado: Dia de festejar.
Celebrei o sono em dia. As palavras bonitas que me chegaram ao telemóvel enquanto sonhava, lá longe. Os convites velados.
Preparei a noite, cantei e dancei como se me pudessem ver - mas não podem... ihihih.
Apraltei-me toda para ir ouvir as consequências das palavras escritas aqui na 6ª feira.
Resultado? O tempo voltou atrás, ao nosso princípio. Eu percebi que não escondes. Tu percebeste que te estavas a afastar. E encontramo-nos a meio caminho.
Já tinha saudades das sms sem sentido e sem motivo. Vem aí um Junho sem fantasmas. Com compras para preparar os 4 dias. Sem desvanecer ou querer fugir.
Cantamos a noite toda. Partilhamos a PAPA! Falamos em uníssono para ciúme de quem nos rodeava. E falamos do Passado e do Presente dos outros sem mágoas pelo nosso Futuro.

Domingo: Dia de Sol.
Finalmente o beijinho repenicado da minha S.
Toda, em tudo o que eu sei, o que eu vejo e sinto todos os dias. Sorrisos e conversa. No meu lugar de sempre, o lugar que partilho com os meus. Os que merecem, o coração leva lá.
A souvenir ficou em casa. Só mais uma desculpa para mais conversa da nossa.
Jantar de família.
E enrosco-me cedo na cama com convites de vir a cozinhar outros jantares.

Não foi o fim-de-semana espiritual que a agenda me andava a dizer que ia ser há mais de duas semanas.
Foi o fim-de-semana humano que eu sabia que ia acontecer, mas que não medi em expectativas.
E assim cheguei a hoje. 2ª feira em tudo típica. Mas banhada de Sol.
Não estou exultante. Nem sequer calma. Mas estou satisfeita. Content...

14 May, 2010

Sabem quando estão a ver um filme, que por saberem de suspense, e têm pele de galinha, as unhas cravadas na cadeira e só "rezam" baixinho: Não vás por aí, não vás por aí!
Pois... é como eu me encontro. Estou a ver o filme desenrolar-se à minha frente. Fotograma por fotograma. O meu e dos que amo. Sinto o não vás por aí, mas nem sequer sinto forças para o rezar (que analogia tão católica, vai tão bem com o dia de hoje...).

Tenho medo que, se abrir a boca, os (meus) receios sejam reais e resultem numa marca que não desaparece. Que todo o Amor enfraqueça. O meu, my person, por ti só cresceu. Todos os dias, mesmo quando não parece. Então porque é que preciso de 10 minutos para nivelar a minha voz quando falo contigo? Porque é que acabo o telefonema com o coração nas mãos? Porque é que parece que te estás a desligar das nossas unicidades?
Sou a primeira a dizer-te para ires viver. Para conheceres e sentires. Quando me deixas digo-te não vás por aí. Porque te quero bem. Gosta, mas não gostes demasiado. Ou não fossemos a mesma pessoa e eu não estivesse na tua situação.

Então, na minha submissão revoltada, prefiro ficar calada. Não pego na tua mão e não te sento na mesa do Caffé di Roma para te abanar para a vida. Fico calada na esperança que o silêncio me traga discernimento e me relembre o teu Amor. Não falo porque anseio que a vida se vá resolvendo e a telepatia funcione e deixe que as palavras não sejam precisas. Porque tu mesma dizes: as palavras são a única coisa eterna, pesam mais que o ar, não se esfumam.

Tens ideia do quanto gosto de ti? Tens ideia do quanto este frio me assusta?

13 May, 2010

Há palavras que nos beijam

Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperançar louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill, in No Reino da Dinamarca

Não quero esquecer o sabor.
Das palavras que vivo e em que vivo.
- - -
Hoje estou preocupada com os meus amigos e com as consequências dos seus actos...

12 May, 2010

Porque já tive a imensa sorte de, algumas vezes na vida, por pessoas do e no coração; já ter ouvido estas palavras. Enchem realmente o coração e o ego, trazem lágrimas quentinhas ao olhar e fazem aparecer aquele bocadinho de força que nós não sabiamos que existia.

E para ti que me perguntas sempre É hoje que te ouvimos cantar? Ouvi dizer que sim..., porque te quero animar (mais animado?), quero sentir um sorriso mais forte que ontem e porque gosto mesmo de ti... aqui fica uma das canções que já cantei.

[Bem que podem procurar no meio das meninas...]

11 May, 2010

Hoje devia estar a escrever a outra pessoa. A lutar.

Mas hoje é dia de sorriso timido e são estas as palavras que consigo escrever.
Hoje é dia de me deixar de irritar com umas quantas coisas e pessoas a ser verdade o que li.
Hoje é dia de, mais que dizer Adeus a um Amor velho (que hoje sei que nem o foi...) e abrir os braços a um Novo Amor (que se quer forte, grande e bom); é tempo da sacudir a poeira da confusão da rua que foi caminhada vezes demais.
No blogue do Pluto encontrei a mestria do Tê para dizer:

Adeus amor que cresci
Já pouco me tens a dizer
Já bebi tudo de ti
Que de bom tinha a beber

Adeus amor, vou-me embora
Não me impeças por favor
Sabes que só vou agora
Porque dei tempo ao amor

Não suporto o teu modo
Carinhoso e paternal
No tom de quem sabe tudo
Sem saber o essencial

Adeus amor já me cansa
A canção do teu cinismo
Essa pose de quem dança
Sempre à beira do abismo

Adeus amor que cresci
Pouco me tens a dizer
Já bebi tudo de ti
E há mais mundo a beber

E não é que é? Mesmo! [As it began, it shall end...]

Pois... obrigada J. Obrigado E.
Agora vou voltar ao Presente. E fico contente que eu e a my person não tenhamos sido as únicas a ver.

E hoje disseram que eu sou "filigrana"...

10 May, 2010

[You choose...]

Esta pequena palavrinha - ki: energia vital de cada ser - aparece-me sempre das formas mais inesperadas.
Seja nas páginas do teu livro, numa conversa na padaria, seja num e-mail spam.
Mas, sem dúvida, traz os princípios que me mudam:
Só por hoje não me preocupo;
Só por hoje não me zango/irrito;
Só por hoje sou bondoso com todos os seres vivos;
Só por hoje ganho a minha vida honestamente;
Só por hoje sinto gratidão por tudo.

Just perfect para mim, a menina do "Hoje".
E quando dei por mim... estava a sentir o cheiro da lenha queimada, reconfortante no ar. E a ouvir a música das gotas da chuva no meu guarda-chuva. Por momentos o centro da cidade, frenético na hora do almoço parou, em detalhes.

Como rescaldo só consigo sussurar ao meu teu nosso coração
Se um dia me souberes olhar para além do banal e me tocares os lábios com a doçura do desconhecido, entrega-te nos meus braços para a derradeira dança da sensualidade...
[Não sejas o rapaz de 15 anos porque eu não quero ser a melhor amiga...]

07 May, 2010

Mix

It's Friday and I'm in a mix...

Confesso que não sabia o que escrever hoje.
Então encontrei dois fragmentos de palavras que resumem o meu hoje, o melhor... as minhas últimas duas semanas.

Malaxofobia*
Se duas pessoas estão muito apaixonadas, se duas pessoas concluem que têm tanto em comum e que a vida faz muito mais sentido desde que se conhecem, o que as impede de mergulhar no Amor? O que as faz temer? O que as faz duvidar? O medo? Medo de amar? De amar? O medo de tudo poder perder, mas também tudo poder ganhar?
*este medo (no geral vá...) não tenho!
e
Os ventos que às vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar...
Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado e sim, aprender a amar o que nos foi dado. Pois tudo aquilo que é realmente nosso, nunca se vai para sempre.
Gabriel Chalita

Et voilá.
Eu em meia duzia de frases, de outras pessoas.

De resto... é 6ª feira!
A candidatura ao Mestrado está feita. Agora é só esperar...
Rumo a Coimbra. Terra onde me esperam sorrisos e corações quentes - e espero eu, um sol menos tímido [<- tipo a imagem aqui ao lado.]
Poderia eu escolher melhor local - e melhores pessoas! - para festejar este meu possível regresso à saudade de estudante?
Parto esperançosa, mais leve, mais conformada.
É o fim de uma semana difícil, trabalhosa mas que me encheu de frutos e reforçou sentimentos.
Continuo é cheia de pena que a minha S. não me vá poder dar a injecção de confiança e optimismo que só ela consegue - porque só ela é que sabe (shiiiiu!)

E um óptimo fim-de-semana sim? Eu sei que o meu vai ser!...

06 May, 2010

Não tenciono fazer deste cantinho um muro de lamentações. De forma alguma.
Eu, que anti-blogues me afirmava, ao perceber que a minha vida já não era a mesma sem estes textos só quero e apenas que ele represente a vida. Com os altos e os baixos; as vitórias e as derrotas. Não escrevo para que me passem a mão na cabeça, apenas para que me sintam.
Sei que sou - e nunca o escondi - inconstante, incoerente, vulnerável, quiça desiquilibrada.
Mea culpa - e do mundo também.
O Unleash existe porque eu lá fora que muito converso, apoio, ajudo, percebo e sinto; no fundo, sobre mim pouco falo. Guardo e demoro a confiar. E quando dou conta... a mente é um turbilhão de ideias e frases e momentos.
Daí que o meu lema aqui seja: Liberta os teus pensamentos.
Percebem agora?

[Porque sim Raquel, concordo contigo. E tento fazer isso um pouco todos os dias. Notarias a diferença se me tivesses conhecido antes. Mas o caminho ainda é recente e simplesmente há dias em que a derrota te deixa na lama. Ao ponto de acreditar na essência do que se defende mas por momentos não se conseguir guerrear.]

O post anterior não se refere a um amor falhado. A um pequeno percalço no caminho como um emprego ou o falhar de uma ambição. Resume-se a 25 anos de vida em que duas palavras fazem toda a diferença. Resumem-se a ontem ter morrido uma esperança com 20 anos. E a ter que continuar a vida.

E vou continuar sim. Com essa inteligência que veêm, esse carinho que me têm. Esse empurrãozinho que me dão.
Hoje limpo as lágrimas. Hoje dou uma volta de 180º para que ontem fique lá atrás, onde pertence.
Pareço louca? Tudo bem.
E a loucura hoje é tanta que a música é esta.

05 May, 2010

[Já alguém reparou que quando não encontro título é mau sinal? Então, vá... estão avisados.]

Definitivamente nasci para ser diferente.
Benção? Paga? Lição de humildade? Não sei... Ultrapassa-me.
Definitivamente será a minha marca.
Mesmo que me marque menos e marque cada vez menos os outros (será mesmo assim?).
Forte? Guerreira? Poderosa? Não sei... não são os meus olhos que vêem.
Definitivamente não terei a minha doce vingança.
Definitivamente a injustiça não vai para trás das costas. Não nesta vida.
Que me suportem os 7 mil anos atrás e os 800 anos vindouros.
Que me suportem os pais guerreiros que Deus me deu, que eu escolhi e que fizeram de mim o melhor, o perfeito para esta situação.
Agradeço do fundo do coração. De tudo o que sou.

Mas não consigo deixar de chorar a este beco sem saída onde sempre vivi.
Venceste meu querido. Foste certeiro na frase, sem dúvida.
A diferença? É que eu faço esculturas de cristal das minhas lágrimas.

Prometo que amanhã volto à pessoa que quero ser.
Até amanhã.

03 May, 2010

The day started off with a baque.
Pois é... venho aqui ao meu cantinho e tive um baque. Dos bons.
Depois a cabeça quis começar a pensar. E eu só deixei durante uns segundos. - Huuuuge victory for me, okay?
Dei a volta ao pensamento, reformulei-o.

Porque tenho que começar a seguir o conselho do P. se realmente quero desabrochar, mostrar, ser e dar.
Sábado comecei a mudança. Assim acredito.
Consegui neutralizar o menos bom, animar as mais incautas. Acordar mentes, recordar noites e aproximar-me dos corações.
Ouvi guitarras e vozes saudosas com sabor a morango e pipocas.

Agora vou continuar a seguir o impulso e seguir o primeiro pensamento.
Passar a limpo a carta de motivação para a Tese.
Começar a pensar na mala.
Pedir Sol e uma noite agradável para Coimbra.

I've got a lot on my mind. And heart too...
 
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