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30 September, 2011

Guardo-te num canto recalcado da memória.
Afinal, quem é que lê um livro por amor?
Parvoíce! Depois o amor acaba, mas fica preso nas páginas, nas linhas, nas palavras, nas letras.

Lembro-me de o achar bonito, mas de pensar que, graças a Deus, a vida já me tinha mostrado (porque dizer que aprendi é pretensioso demais) essas lições.
Lembro-me de todos dizerem que eras o Príncipe mas eu pensar que eras a Raposa.
Lembro-me de saber que ao ler deveria sentir ser a Princesazinha, mas sonhar ser a Rosa.

Estás algures numa prateleira, nem sei se te levei para a casa nova.
Sei que tremo de ódiozinho de estimação quando alguém rejubila com esta leitura, porque sinto que não são precisas as suas poucas páginas para percebermos a mensagem. Basta olhar à volta.
Cuidado é com o motivo da leitura, com a ideia de que um livro pode ser uma Bíblia (olha a redundância) e abrir portas de uma mente ou de um coração, para sempre.

Guardo-te num canto recalcado da memória.
Só me lembro de ti, quando de ti falam, como aqueles momentos da vida que precisam de ser recordados para acordarem, porque não marcaram o suficiente.

Mas hoje dei por mim a pedir aos céus um planeta pequenino só meu, onde só tenha que me sentar, falar para a minha Rosa, dar-lhe todo o o Amor do Mundo e onde possa acreditar, sem ter que sofrer mais do que as desilusões que poderia causar a mim mesma.

08 September, 2011


Só não disseram que existe muito mais cabeças tortas do que pés tortos.

John Lennon

Aprendo-o, vivo-o na pele, todos os dias, há 25 anos e 364 dias.

28 July, 2011

Nas últimas semanas o meu Facebook tem sido uma alegria, ou são as hormonas aos saltos ou então toda a gente se lembrou que queria surpreender o mundinho que os rodeia.

Começou quando me cruzei quase por acaso - tenho que alimentar a minha veia voyeur, de vez em quando...
Um baque, um não acredito. Deve estar a brincar.
Porque se não estás... ou algo de muito estranho se passou, ou desacreditaste o que escondemos de todos.
E eu que até que gostei do que fui contigo.
- - -
Desde que reparei já vão uns meses, que espreito, na esperança de, pelo menos, te ver assumir.
Pelos vistos, uma coisa ainda temos em comum: gostas de ser implícito.
Ela está no lugar que eu tanto quis.
A chamar-se de "família" que eu quis ser, contigo.
Imaginei-te muita coisa, mas não cobarde.
- - -
Já tu?
Acho que passaste, tipo alergia sazonal.
Fui procurar-te, como num teste.
Resultado: nada. Já eras, já foste. Ou melhor, és, mas só memória dos pequenos marcos que consegui contigo. És agora, oficialmente aqueles que vou contar aos netos como um Sr. que nem sei se é vivo, mas com quem...
Dei por mim a perguntar: onde raio está o gajo que me dava orgulho ter comigo? Estás velho, perdeste o brilho.
Graças a Deus estás do outro lado do oceano; assim , começas uma nova fase de poluição desse lado, sem eu ter que levar com as consequências.
Good riddance!
- - -
Mas recostem-se.
A próxima "surpresa" será minha!

[Nota: não tenho nenhuma fixação por UM pobre coitado, são mesmo três badamecos diferentes.]

10 June, 2011

Não tenho mesmo alma de funcionária pública - ou então este é um post programado... hummm...

Ora hoje trago uma música na qual me revejo desde a pré-adolescência.
Não só sou fã da Chrissie Hynde como muitos e muitos dias é daqui que retiro sorrisos e força.

Talvez pela incoerência, de que me orgulho, ou pela forma como, enquanto mulher, desejo reunir todos aqueles atributos e capacidades sensuais que ouvimos enquanto batemos o pé (ou, no meu caso, dançamos como se não houvesse amanha...).

Actualmente, ouço esta música e lembro-me do pouco que acreditei em ti quando me leste capacidades de fascinação.
Com o tempo percebi que essa aura existe conseguindo o que quero e o que não espero - embora reconheça sempre.
[Se assim é... há três exemplos que me escaparam pelos dedos... e um que ainda povoa a minha mente.]

Nevermind... vamos todos continuar a aproveitar o fim-de-semana prolongado e dançar com a irreverência dos The Pretenders:

16 May, 2011

O meu corpo, neste momento, diz-me que eu vou ficar.
Os dias bons e os dias maus acontecem aqui. As tentativas não dão em nada. As viagens não arrancam do mapa, da mente.
[Realmente já me avisaram que não teria uma vida de grandes viagens...]
Sei que sonho, que tenho sempre pontas soltas que me puxam para outros lugares. É verdade que as minhas grandes memórias e celebrações também acontecem fora daqui. E, em cada uma delas, um pouco do meu coração fica lá - como que a imaginar que se calhar, só talvez, o meu lugar seja lá.
Mas acabam por ser só os bocadinhos bons, as pausas a que tenho direito para continuar a vida.

O meu corpo ressoa vais ficar...
Por um lado concedo, por outro, ambiciono. Porque não posso ficar eternamente a contar os dias e porque os sonhos começam a perder a cor, enquanto a inércia volta à minha mente.
Por isso, só por isso, como tu dizes, empurro-me para a frente, abalo os alicerces, assusto. Porque tenho medo e não quero "morrer" no mesmo sítio, porque tenho ciúmes dos outros.
Sei que, quando estivermos sós, vais olhar para mim, com os olhos da sabedoria e da consciência, vais sentir a minha dor - que já sentes, mas que o dia-a-dia não deixa acalmar - mas vais suspirar de alívio.
[Engraçado... como o que eu procuro todos os fins de dia é mesmo o teu abraço, no nosso loft almofadado...]

Contigo, nestes últimos dias, voltei a ser eu. A sentir o abraço, a dar abraços sentidos. A energia chega até mim, vinda não sei de onde (será de ti?) e percorre-me. A nossa voz muda. Voltam os códigos e o "só nosso". As memórias, as novidades (mas não todas...), as dificuldades. A certeza que a vida até pode afastar os nossos corpos mas não nos afasta.

O meu corpo segreda: vais ficar...
E uma onde de revolta levanta-se. E depois? Depois sinto a imensidão dos teus olhos.
Porque é aqui que tu estás.

Amo-te.

03 May, 2011

Quem quiser ouvir é p'ra ficar
Quem quiser prever pode sair
Mas quem quiser ouvir é p'ra ficar
Se eu nunca fiquei foi por sentir
Que a tristeza é sombra que nos cai
Quando tudo a volta nos 
destrói
[...]
Quem guarda segredo quer dizer
Quem guarda tesouro quer mostrar
Quem não tem vergonha quer provar
E todos sabem como tem que ser

[...]


Porque esta sou eu.


E de quem serão os versos?
Ora tentem adivinhar? Sem Google, sim?

21 April, 2011

Hoje achei que devia passar por aqui...

Porquê hoje? Porque parece 6ª feira - não que isso faça muita diferença na minha vida actual... 
Porque reparei que estou a deixar este cantinho ao abandono, como quando fugia dele...
Porque hoje fazias 81 anos...
Porque esta semana foi de tudo e nada e eu tenho que desabafar as lágrimas e largar um pouco da dor e do veneno para não assustar os outros - cá fora.

Comecei a semana a sentir que tinha tudo, um mundo, a mudança nas mãos.
Voltei a onde fui feliz, olhei para todos os recantos e revi-me e senti-me. E percebi que afinal não, não posso lá ficar. Será sempre a home away from home. [Talvez resquícios de uma vida passada?]
Sabem a sensação de ter tudo a fugir.nos das mãos?
Fiz toda a viagem de regresso com a calma que não tive antes - isso devia ser positivo, certo?
Para regressar e saber que afinal o meu lugar é aqui. Acho que nunca me senti tão presa, tão desconsolada com o meu próprio lugar.
Vejo os golpes de mestre, os moving on with life, as little breaks. E duvido de mim. Revolto-me contra o oco das falsas oportunidades vestidas de favorzinhos.
Porque não posso, não me deixam. E os sonhos morrem. Ou eu tenho que os começar a ver só como sonhos e não como planos.

Doi-me a saudade de ti, meu avô, do teu orgulho declarado, de achar que a força da tua crença me faria mudar o mundo, ou pelo  menos, o meu mundo. Porque foi assim que me educaste. A acreditar no poder da sabedoria, do conhecimento, de todas as coisas na vida. Porque todos haveriam de ver o que tu vias. A tua grande costela de sonhador, qual tua Eva - feita de uma parte de ti.

Doi-me ver que me perdi, que não levo o mundo à frente como mostrei aos outros desde pequena. Que por amor, por respeito, por medo conheci o lado negro da manipulação e me conformei. Deixei de me sentir guerreira. Agora apenas bramo a espada em todas as direcções para não sofrer maior ataque.

Vivi uma semana de tudo e acabei com o de sempre, o pouco de todos os dias.

21 March, 2011

Este fim-de-semana estive acompanhada todos os dias.
Acordei com o Sol quentinho, fui ver a maior Lua das últimas décadas.
Comi pizza fria, bebi uma Guiness, provei um novo chá.
Falei das mudanças, do trabalho, dos outros.
Vi os diferentes brilhos nos olhos, medi as minhas expectativas.

Não sei é por ser Março, não sei se por estar nos meus 4 dias mais difíceis do ano... mas percebi, que por mais voltas que a minha vida tenha dado nos últimos 2 anos... tenho saudades de estar verdadeiramente apaixonada.
A Paixão sem limites, sem medos, a querer falar nisso e mostrar. A tomar atitudes, a puxar a corda, a descobrir.

Já percebi que tenho propensão para viver situações menos fáceis, when it comes to Love. Até as olho como experiências, testes e tudo o mais.
Não tinha percebido é que isso, toda a confusão, me está a afastar daquela boa loucura insana, que é a Paixão.

O pior de tudo?
É que já nem posso culpar alguém.
Acho que já se tornou "defeito de feitio".

Volta Paixão, estás a-perdoada... [e não, não me é fácil admitir isto. Nem bonito...]

15 February, 2011

Reúnes tudo num só lugar e inspiras(te) calma.


Aaaai que hoje está a ser dia de tanto suspiro... e todos diferentes!

20 December, 2010

Ontem, no meio da chuva, vinha a ouvir isto.
Cantei, senti, apercebi-me.

Sou eu, sem a torpe das drogas.
Sinto-me frustrada, no meio de um caos que não pedi. Com o qual não sei lidar para o qual não encontro solução.
Quando a nota dominante é a desilusão.

29 November, 2010

Foi fim-de-semana de mais ou menos isso.
Começo e café na 6ª.
Trabalho e Natal no Sábado.
Amigos e olhares no Domingo.

Agora, vou voltar ao trabalho. Ver se aqueço, porque o Gabinete está gelado.
Ter uma conversa.
Esperar pelos pingos gelados, do lado de fora da janela.

É 2ª feira, minha gente! E eu só tenho vontade de ronha...

16 November, 2010

But the verb there... can be intriguing.
[E ainda bem que saltamos o dia 23.]

09 November, 2010

É assim que sou.
A luta interna/eterna.
O frio que é quente.
A independência que grita por ajuda.

Reticências, intermitente, faseada, questionante.

As acções não são de todo as sonhadas.
Não sou perfeitinha, cor-de-rosa, sou humana.
A carne, o coração, a mente são a minha tríade.

A mente grita Vive, Faz! - não confundir com consciência...
O coração treme.
A carne... já foi mais forte.

Já não sou inércia, mesmo que ande, corra em círculos repetitivos.
Enfado?
Temos pena.
Mas estou aqui por mim e por poucos mais.

Sempre eu, mais eu.
Mesmo quando o caminho é mais humano que etéreo.
Esta sou eu.
Que me vou descobrindo.

08 November, 2010

Sim, porque foi.
Na medida certa, porque a perfeição não existe e se existe, pintava-a de enfadonha.

Neguei a luxúria e parti a caminho da cidade nascente. Reconheci todos os cantos do passado que já não sou.
De braço dado com alguém que vive a euforia do fim, em que me revi. De sabrinas e lenço para não me separar de ti. O prato preferido, a tradição por perguntar, as histórias. A garrafa de Casal Garcia.
O braço dado, para não tropeçar, e os beijinhos na mão.
O concerto perfeito, em que me cantaram, te cantaram, nos cantaram.
O gajo canta uma relação em meia hora.
Regresso, madrugada, confissões e abraço.

Eu e a minha pessoa no restaurante de há um ano. Completamente diferente.
Banquete quente, conversa nossa, análise dos outros.
Doce e picante. Vontade e chocolate.
Nós, no nosso só nosso, na tosquice que roça a loucura.
Planos para mais. Canções no carro.
If you had a Bad Romance, put on your PokerFace, call Alejandro and Just Dance.
Elas são mesmo a mesma pessoa...

Voltar anos atrás, ouvir-te no mesmo sofá. Como quando tínhamos 19 anos.
Mostrar-te que procuramos lá em cima a mesma força, mas de formas diferentes.
Os nossos olhos não são os mesmos.
Medo pelos teus sonhos sem rede, como sempre, como de há 13 anos para cá.
Tento ser a tua razão, a almofada para não caíres desamparada.
E a certeza que os teus dias vão ser do lado de lá do oceano.

O fim-de-semana foi quase perfeito.
O quase fazendo toda a diferença, porque me faz sorrir.
Porque o arrepio permanece, a visão estremece e o som é este.

02 November, 2010

Obrigada C., Obrigada S., Obrigada G. e Obrigada C.
Partes do todo de que também sou parte. Peças que completa(ra)m o puzzle.

Vi em vocês qualquer uma das miríades que poderei vir a ser no Futuro.
Realmente tínhamos que nos encontrar.

Abri a porta, assimilei as repetições.
Segui a minha carta final.
Agora, é fazer.
Agora, é esperar.

Retorno (a mim).

[Olha a Whitney... :) ]

Peço a todos: keep your fingers crossed!...

26 October, 2010

Ontem, no metro descobri a metáfora que me define neste momento:
Sou um balão.
Que vive do sopro, do ar que entra. De cada palavra, visita, vista, vez.
Aí, revivo. Ganho forças. Paciência.
Mas quando deixada no canto, começo a mirrar.

Percebi isto enquanto lia o livro-oferta do coração da B..
Em que me cruzei com a Mélodie. E pensei. Eu sempre achei que fosse ser assim. O Mundo é incrível quando temos 15 anos...
Mas falta-me o cão. O castelo. E os netos. As memórias. E as fotografias.
E a loucura. E a coragem.

20 October, 2010

Se estou apaixonada.

Parece que todos estão. Ou tentam. Ou começam. Que descobrem a paixão no canto mais escondido e tudo flui.
Poucos acabam.
Poucos vivem no limbo e na crença como eu.

Eu bem digo... o frio aproxima os corações.

- - -
A carne é fraca, a loucura muita...

18 October, 2010

Começou com a voz da Móninha, certeira, verdadeira. A funcionar como a parte acordada da minha intuição. Como a certeza da minha percepção.
Não que outras pessoas (a Bela, a A.) já não mo tivessem dado a entender noutros dias... mas parece que tenho que aprender por mim, com ela. Pelo medo, pela certeza verbalizada.
Escusado será dizer que comecei o fim-de-semana irritada. Zangada. Com vontade de me cruzar contigo na rua. Levar-te para um canto e satisfazer a MINHA vontade: a de tirar tudo a limpo.

Resumi-me a falar com as paredes e a esforçar a minha mente, o meu sorriso para os meus.
6ª, o chá quentinho na companhia das amigas.
Sábado, o impasse de sempre, a tarte de maçã em que ninguém me conseguiu enganar.
Domingo, Domingo fechei-me em casa. Dei-me chá e um banho. E fiquei deitada envolta no cheiro do meu cabelo molhado e na vontade de ser mais crescida. A vida lá em casa e a revolução cá dentro levaram-me a uma das coisas que mais odeio: falhar aos meus.
Não foi novidade, mas falhei na mesma.
Se não foi novidade, devia ter vergonha certo?
Mas sou só humana.
[Quando a minha intuição e a primeira impressão acertam, se realizam, lembro-me sempre de nós, em Sintra.]

Passei o fim-de-semana inteiro a cruzar-me com a tua música.
Não consegui ficar entusiasmada com os sonhos dos outros. Limitei-me a ouvir. E a chorar a ver um documentário na 2.

Do fim-de-semana guardo o princípio do fim.
E o toque da mão do meu sobrinho. A mão pequenina na minha. A cabecinha encostada ao meu ombro. A falar sem parar. A minha versão pequenina. O meu orgulho que me tira a paciência.
Guica, foste o meu momento de paz nestes dias. Apesar da confusão, da raiva, do menina-objecto, do naco de carne. Foste o momento em que pensei gosto disto, ficava aqui a segurar a tua mãozinha.

13 October, 2010

20 September, 2010

The last couple of days I've been bumping into old tales and pages of yesterday, a.k.a the archive of my own blog.
As it turns out... I'm cheating English with Portuguese.
I find myself bored when reading previous texts in English. I finnally like writting in Portuguese.
English, for now, will only be loved  in the words of others.

[Já paravas de ser desmancha-prazeres. Nunca te ensinaram que não se deve minimizar os achivements dos outros?]
 
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