29 September, 2009

Já não te pertenço.

E surpreendo-me quando penso. Quando páro e tento reconstruir o caminho até aqui.
Entre gritos e lágrimas, entre descrédito... percebi. Que não sei.
Espantosamente... pela primeira vez na minha vida (acho que é seguro dizê-lo) não sei como cheguei aqui.
Reconheço os passos que dei, quando, como e porquê tomei certas decisões. Consigo até mesmo perceber quando comecei a sentir a “Roda” mover-se. Mas não consigo saber como cheguei “aqui”. E isso doi. E isso magoa. E isso dilacera – e não, não olhem para estas palavras como sinónimos, porque não o são.

Entristeço-me.
Cresci? Vêem melhor de “fora”? Isso é bom...
Mas nunca pensei que fosse ser, sentir, significar isto. Olhar, tentar lembrar, analisar (aaah! palavra que era tão minha, tão eu...) e não conseguir... porque mais e mais sou névoa, de aceitação. Mas não morri, não mataram tudo em mim... talvez esteja “só” em coma.

Tornaste-te, tornaram-se, tenho mesmo é pena de quem podia ter sido mais e se perdeu no meio “disto”, [e lê bem, porque afinal há quem as sinta!] aversão, repugnância. Não pelo óbvio... eu não sou assim tão óbvia. Mas porque me provaram que há pessoas que se podem mascarar de Sonho, de Realização... apenas e só para garantirem (quais intrumentos, marionetas...) que seguimos o Caminho que temos que seguir. Porque não se pode fugir para sempre.

Acorda menina! Acorda, isto é que é a vida! Ou pensavas que te ias safar semrpe? Criaste os teus monstros, alimentaste-os? Agora guerreia com eles, tenta vencê-los. Nem que seja para que percebas a tua faceta humana. E já que tens a mania que escreves também os finais... Então agora diverte-te a sofrer por nunca os teres pintado de cor-de-rosa. Pode ser que aprendas, ou não...?

Lembro-me das palavras que dirigi à pessoa que geralmente se aproxima quando a mudança está para acontecer (mais ou menos lenta). Disse-as para convencer, enquanto me tentava convencer, mas vejo que, qual epifania, não poderia estar mais correcta: “O seu papel não foi o típico. O óbivo e habitual. Foi o de vir abrir portas, de me fazer conhecer-me. Perceber o meu dom, o meu papel e o meu poder.” (Abstive-me foi de acrescentar: “Pena” todo o resto. “Pena” a inocência. A falta de negociação e limites, conscientes. And that's what happened when eager met desperate.)
Porque o momento de viragem, o cerne, não foi juntar duas palavras com um hífen porque é o que se ouve e o que se diz. Foi ir mais longe. Tocar a ferida e dizer: “Aceito-te, como és”.

Já não sou tua. Já não te quero. Já não te pertenço.

Saudade? Surpresa? Ilusão? Dor? Sonho? Plano? Entrega? Esquecimento?
De afirmações... passaram a perguntas, daquelas que se fazem de ombros encolhidos – neste momento, com desprezo. Talvez nasça o dia em que mereças mais. Já mereceste (E como menino mimado, pensaste o quê?... És tão só e apenas isso, um menino). No more.

Uma coisa sei... não gosto de evangelizar (É porque afinal não sou assim tão manipuladora, certo?...). E a distância cresce (respiremos de alívio!) ao ver a falta de essência. Porque não recorro a falsas profecias (de que duvide ao mínimo tremor), a falsas fascinações para viver ou dizer que vivi. Felizes os ignorantes, porque esses ainda te conseguem seguir...
Já eu... prefiro assumir, confessar o vazio. Mas o “não haver” verdadeiro, coerente. E sigo, com os que interessam, com os que contam.

É esta a libertação? Realmente já vivi momentos de Paz (terá sido “podre” como defendia o outro? Não sei, não sou politica...) desde essa manhã.
It most be the works of a white rose in a sea of black vodka...

Agora? Anseio, quase, quase sonho e espero, sem o sabor amargo da "traição" na boca e no pensamento (que nem sequer devia lá estar...).
E não escrevo por dor, por despeito. Sei lá se há algo que me escondam, sei lá que vai passar por essas cabecinhas, que equação resulta de tantos parágrafos... volto a dizer, não sou assim tão óbvia.


This is just that little thing called catharsis.

Quando e se depender só de mim... o tema repetir-se-á muito menos.

25 September, 2009


... like white smoke in a dark, dark sky...
It didn't even get to burn up in flames... it never got to be flame-ish.
I'm mad, I'm disapointed, the questioning came back, the tears, the fears... but at least I got to see that I still feel, that, after all, I do move on.

The wierd thing? I'm kinda of “pity smiling” at myself (like I've failed in a huge battle, even if trying, with effort, now I get that little slap in my back) but then something clicks inside... If only I wasn't (so) sad...
- - - - -
Talking about feelings... can someone tell me: what the hell is wrong with people, nowadays?
They can't seam to be, to feel for the pure sake of just it. Like everybody has some second meaning, some innuendo, something (not that good) hidden or implied.

But then again, more and more (sadly), you're right, my darling: "Everybody is bad till prooven otherwhise".
I know, I know... I'm that innocent.

22 September, 2009

Life is funny. Full of funny ways and twists. And sometimes... just sometimes... we just get too caught up in it to take a notice (sadly).
Today... is being one of those days, calm – almost too calm – and so, I got thinking (I missed this... plain thinking). About all the subtil chances we almost don't see as we haven't got the time.
For example me:
- I got to enjoy train rides now;
- I love the feeling of reading on the train, when, before, I used to get motion sickness;
- I'm slowly starting to feel more and more free – even if I amaze myself and others on the process...;
- I still feel capable of having fun, unexpected, “empty” fun – please give me more of that!;
- I'm starting to enjoy, more and more, my morning ritual and I (do) feel protected - it's not that futile and I know they're listening;
- Strangely, my priorities have changed;
- When I look at myself now, from the inside, I see myself sitted, watching. On my red dust road, nothing on the horizon, like in a desert, and few bumps on the landscape behind me (a few flowers here and there, and -now- small hills that once were montains. But now, for now... just red dust, a shy sun and the feeling of warmth. And it feels okay.

I don't see it as a returning to the Past, as an emprisonement, at least not today (yeah... I'm back! The "Today girl"!). I just feel it like me slowing down. Getting in touch with some usual harmonies and habits I thought I'd lost. But I guess not... maybe this is just me... returning to my pace.
Yeah... I'd love the “read my mind, act on it, sweap me off of my feet” thing... but I'm not that. So I'll get back to watching, dreaming, hoping and thanking – when my mood allows it! - what I have, instead of just craving.
As... my Dumblie... you are right. "It didn't end when the phone was disconnected. It ended the day it began."


For the begining was of another kind.

15 September, 2009

Era uma vez... uma menina pequenina. Qual Polegarzinho.
Apareceu, num mar de negro, de sorriso cintilante e olhar (ávido) brilhante.
Por entre pequenas multidões, na sua proporção única, captava os olhares. Qual diamante por entre seixos, qual Praia da Aguda vista da Peninha em dia de Sol. O maior brilho de todos.
Já se sentia atraída por ela, mas sempre com medo. De não ser tão interessante, de não ter tanto para dizer como os outros. De se perder na multidão e não ficar na memória.
E lá se iam cruzando nos pequenos e elitistas corredores.

A proximidade cresceu quando, mais tarde, partilharam o mar de negro, partilhando também os sorrisos e os olhares de Luz, pura Luz. A isso se juntaram brincadeiras e círculos comuns. Mas continuava aquela sensação do "Gostava de te dar mais... mas não será que já tens melhor?"
Os dias correram e a azáfama de escolhas semelhantes mantinha o Caminho afastado, mesmo que incrivelmente perto. Daquela proximidade que se sente mas não se consegue romper através do nevoeiro...
E no final? Depois de palavras bonitas (e sentidas) escritas em pedaços de tecido ondulantes e memoráveis, seguiram o seu Caminho.
Ou assim pensavam...

Do nada, um convite inesperado. Que outro sonho adiou. E aí? Viu o espelho quebrar-se. Ao recusar o convite o laço perdeu a força. Polegarzinho não mais olharia da mesma forma, perderá a confiança, talvez se tenha sentido traída.
As noites amanheceram...
Do nada, uma mensagem. Uma lembrança, uma torrente de memórias e um sorriso permanente que não conseguia esquecer. Uma mão que se oferece, bem esticadinha para segurar Polegarzinho. Porque o relógio não pára mas tem artimanhas...
Menina pequena, grande em força, sabedoria e intuição. Com um coração como não outro que agora chorava e repetia em mantra "Todos são maus até prova em contrário".
Aromas doces, sol quente de final de Verão, sorrisos e acenos enquanto Polegarzinho se começava a erguer e, do outro lado, sob um olhar embebecido e protector, alguém assistia, pensando: "Isto sim é ser forte, é ser alguém."

Mas os meses tropeçaram e seguiu-se o frio gelado de Dezembro. Por entre a escuridão, a neve que magoa, foi a vez de Polegarzinho brilhar com todo o seu esplendor.
Cresceu, cresceu, cresceu como nenhum outro ser humano e combateu medos e demónios. Aquecendo as mais escondidas raízes.
"Afinal" é esse o calor que atrai. Agora sabia porque, antes, tantos a rodeavam. Porque os seus Caminhos se insistiam em cruzar.
Com a certeza de que, ao contrário de outros, o encanto não se perdia, o fulgor não desvanecia, os laços não se quebravam.
Mudou a página do Calendário, entrou por caminhos desconhecidos, gritou "Quero viver!"... e Polegarzinho sempre à espreita, sempre pronta para remendar os rasgões do mar que começou por ser negro, para se transformar no mais puro vermelho de Amor.
Em cada viagem, em cada vai e vem podia sentir Polegarzinho preocupada, temerosa. Mas a saber-se espectadora, no seu canto esperando o final que já sabia, qual contadora de histórias.

Quando a Viagem acabou, a sede de vida secou, o frio e a incerteza voltaram... a única certeza era a Polegarzinha. Mesmo cansada, ciente da pequenez, com seus medos e desconfianças. Sempre presente. Dádiva da confluência, materialização dos pedidos sonhados.
A presença tornou-se indiscutível, a partilha? Necessária como ar em pulmões famintos. Porque "É uma amizade de dádivas, não de interesses".
Por um pedido feito a medo, sob pena de ver a máscara caída, percorreu quilómetros, preencheu vazios, iluminou mundos ouvindo dizer: "É verdade! És mesmo tudo de bom quanto dizem de ti!" e responder com o mais singelo "Obrigado".

Mas Polegarzinho também receia. É apenas humana. Abre os braços à vida recebendo tudo. Desde os mais feios fantasmas aos medos mais banais. Treme hoje à chegada de mais um número, mais uma lembrança de que o tempo não pára. De que já fez e viveu, de que pode ser e viver muito mais!

- - -
Amo-te.
Com toda a minha extensão de Luz, com toda a intuição que não falha.
Sou a pessoa mais sortuda do mundo porque és eu. Porque não foges às lágrimas e ao que é feio. Porque honras a verdade e te dás. Porque aprendeste a dizer Obrigada enquanto (me) ensinas a ser alguém.
Tu sim! És ser, guerreira, mestre.
Dona do abraço mais doce, do porto mais seguro. Guardiã de familias e gerações.
Apenas desejo conseguir seguir o teu exemplo. E ver-nos cair e erguer, crescer, partilhar, chorar, gritar... por toda a vida. Hoje, na data - agora! - assustadora e em todas, todas as outras.
Que o mundo inveje o que nós encontramos.

14 September, 2009

E voltamos às contagens decrescentes...

Aqui fica a preparação para amanhã... quero ver esses olhinhos marejados.


Love is, the colour of your eyes.
Love is, sleep with you inside.

Love is, like a wide open sky.
Love is, Love (love) you.

Love is, like a bird with white wings.
Love is, Love (love) you.

Love is, fly a plain in a storm.
Love is, build a castle with one stone.
Love is, dry your tears with my tears.
Love is, Love you.
Love is, climb the hill without fears.
Love is, Love you.
Love is, be there when you need

Plain and simple... porque há muitos tipos e formas de Amor... e quem mais poderia cantar tais palavras, senão a nossa menina?


E eu, amo você! [Também posso ficar horas a repetir-te isto ao telefone, numa 4ª feira à noite se preferires...]

10 September, 2009

And all men kill the thing they love,
By all let this be heard,
Some do it with a bitter look,
Some with a flattering word,
The coward does it with a kiss,
The brave man with a sword!

The Ballad Of Reading Gaol, Oscar Wilde


I must admit I was amazed the firt time I saw someone act like this, with no regards and little regrets. For some time I wondered, for some time I tried to find excuses for such behavior, understand as I always try to do, regardless the consequences.

Then came sadness, anger, rage. Then came a book. Handed down by one person I couldn't care more about. And, by the light of love, past and reason, these final words stood still.

Yesterday, in the middle of love and spoilling, in the middle of smiles and blushing. I've realised it. However the day ends, wether you are coward or brave I know that I've healed. All the remaining feelings come from the fact that I'm (only) human. Fighting but not claming to be the greatest warrior. Nor advertising one's power. Simply a fighter, a soldier - all things implied.

As I've survived, everything, the biggest fears and questions. And I'm closer. As I may stop, dubt, cry. But I do that without hiding, faking or illuding.

May this trully be a new dawn, a begining of a great year ahead.

 
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