14 October, 2009

Não era isto que eu vinha aqui dizer hoje... o meu espírito não é minimamente este, neste momento.
Mas este texto já está aqui "parado" desde Abril (?)... e hoje... à luz do que vi... acho que é perfeito.
Não só para mim, mas para todos nós que vivemos aquele momento. Pelos vistos, a distância é real... e a vida? Essa... segue e marca os trilhos.
So... I'm kind of speechless...

Se me tivesses pedido tinha ficado.
Teria inventado tempo no tempo para te amparar.
Um tempo que não existe.
Um tempo irreal.

A tua vontade era saciada.
A minha necessidade era satisfeita.
Uma necessidade inventada por mim, para ti.
Porque choro? Por desamor. Por querer amar-te e não conseguir.
Por querer gravar na minha pele o teu cheiro, a tua essência e não ficar.
A tua entrega desvanece nos lençóis.
Desaparece na água que ouço correr.

Queria tanto poder recolher pensamentos.
Pensamentos teus, de ti, de nós.

Mas eles não foram desbravados. Não os consigo alcançar.
Não me fazem suspirar, arrepiar, desejar por mais.


Queria tanto que a minha boca sedenta de ti ficasse.
Dormente por cada beijo teu.
De todos os silêncios contidos, queria pronunciar a palavra amor.
Gritar em desalinho o fogo teu. Suspiro.

Porquê os meus olhos não seguem os teus?
Esforço-me para alcançar o teu horizonte. Em vão.
Queria que ficassem hipnotizados em ti.
Seguem outro vulto qualquer. Sem dono. Sem direcção.
Mesmo assim, se me pedisses tinha ficado.
Apesar da alma ausente, o corpo está presente.
E tinha inventado tempo no tempo para te amar.

Aqui: http://sagrado-ou-profano.blogspot.com/

6 thoughts unleashed:

Eva Gonçalves said...

I'm speechless too...
a speech that sounds so familiar it tears me apart...

Daniel Silva (Lobinho) said...

Oh... fiquei arrebatado. Lindo, apesar da mensagem. mas saõ sempre os dramas que fazem as grandes obras.

beijinhos amigos

pinguim said...

Maravilhoso, embora deteste "corações partidos".
Beijito.

Anonymous said...
This comment has been removed by a blog administrator.
Maxwell said...

Uma ausencia desejada? Um desejo de sentir falta de? Ou apenas um desabafo da real falta que aqui despejas? Tornou-me confuso este poema mas, ao mesmo tempo, consegui identificar tudo o descripto. Eu mesmo o vivi. Todos nós o vivemos. De facto o desamor é sobre que mais se fala em literatura e o mais forte que guia a vida e o pensamento Humano. Uma tentativa vã de justificar a pobre existência: ou acreditas n'ela, ou miserável vives por não obter uma felicidade, por mais superficial ou irreal que a seja.

PS: Desculpa a ausência mas não podia deixar de comentar :)

etc said...

Caí aqui de para-quedas :-) mas foi é sorte,gostei muito da forma "limpa" como escreves, tão perto do que sentes sem fazer dramas...só relatando. Vou voltando! E olha, felicidades!

 
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