14 May, 2010

Sabem quando estão a ver um filme, que por saberem de suspense, e têm pele de galinha, as unhas cravadas na cadeira e só "rezam" baixinho: Não vás por aí, não vás por aí!
Pois... é como eu me encontro. Estou a ver o filme desenrolar-se à minha frente. Fotograma por fotograma. O meu e dos que amo. Sinto o não vás por aí, mas nem sequer sinto forças para o rezar (que analogia tão católica, vai tão bem com o dia de hoje...).

Tenho medo que, se abrir a boca, os (meus) receios sejam reais e resultem numa marca que não desaparece. Que todo o Amor enfraqueça. O meu, my person, por ti só cresceu. Todos os dias, mesmo quando não parece. Então porque é que preciso de 10 minutos para nivelar a minha voz quando falo contigo? Porque é que acabo o telefonema com o coração nas mãos? Porque é que parece que te estás a desligar das nossas unicidades?
Sou a primeira a dizer-te para ires viver. Para conheceres e sentires. Quando me deixas digo-te não vás por aí. Porque te quero bem. Gosta, mas não gostes demasiado. Ou não fossemos a mesma pessoa e eu não estivesse na tua situação.

Então, na minha submissão revoltada, prefiro ficar calada. Não pego na tua mão e não te sento na mesa do Caffé di Roma para te abanar para a vida. Fico calada na esperança que o silêncio me traga discernimento e me relembre o teu Amor. Não falo porque anseio que a vida se vá resolvendo e a telepatia funcione e deixe que as palavras não sejam precisas. Porque tu mesma dizes: as palavras são a única coisa eterna, pesam mais que o ar, não se esfumam.

Tens ideia do quanto gosto de ti? Tens ideia do quanto este frio me assusta?
 
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