26 September, 2011

Será um erro deixarmos que nos vejam sem defesas? Mostrarmo-nos descalços, despidos, em carne e osso? Flanquearmos a porta, estendermos a mão? Permitirmos o toque, oferecermos a confiança, darmos pedaços do melhor em nós?
Seremos mais felizes se não amarmos, se não permitirmos que nos amem? Se não não abrirmos o coração e partilharmos a vida? Se nos escudarmos atrás de máscaras, esquemas, frases feitas? Se fugirmos de nós mesmos fugindo de quem nos toca?
Seremos mais felizes se optarmos pela dormência em nós? Pela indiferença calculada em relação aos outros?

Seria mais feliz se não sentisse?
daqui

Sempre me orgulhei de sentir muito, de pensar demais (ok, isso se calhar não tanto...).
Costumo ter muito este medo. Já fugi quando reparei que me viam demasiado bem.
Costumo perguntar-me muito, se erguer muros é a melhor maneira de lidar com o mundo.
Não condeno nem apoio. Pergunto mesmo. Assumo que levo a minha vida assim.
Talvez esta visão da vida venha da minha história de encantar favorita da infância: a Rapunzel... Acho sempre que cavaleiro que é "o"Cavaleiro, vai chamar lá de baixo e subir o muro para me resgatar e mostrar o mundo que eu só conseguia ver, ao longe, do topo da torre - o problema é que o meu cabelo só agora está a ficar comprido.

Estou um turbilhão.
Estou esgotada. Dou por mim a pedir para parar. Para tirar um tempo do que corri atrás, do que me dediquei. Sonho com uma vida que, há um ano, considerava fútil, desprovida de objectivo real. Mas o mundo lá fora drenou-me... e eu posso sonhar, não posso?
Há sombras que me perseguem e pequenos brilhos no horizonte, incandescentes, mas fugazes (long live karma).
Mas sei, vivi neste fim-de-semana a certeza de que sou mais, vivo mais, dou mais, quando sinto, quando lembro, quando toco, quando confio.
A máscara será sempre minha, nua nunca estou, serei sempre pedaços, mas estendo a mão à minha maneira,  sou mais eu.


6 thoughts unleashed:

Lyn said...

Não tenhas medo que saibam quem és. Kiss*

Raio-de-Luar said...

Acredita que já li este teu post várias vezes, e por muito que pudesse dizer sobre ele, as palavras não chegam. Já fui assim, distante o suficiente para não deixar ninguém se aproximar, porque assim não saíria magoada. Já me entreguei muito. Já me revelei demais. Já sofri por isso. Procuro um meio termo, perceber com quem ou a quem posso revelar-me um pouco mais. Mas continuo a enganar-me com as pessoas, continuo a magoar-me por mostrar a quem não devo as minhas fraquezas.
A vontade é de me isolar totalmente. Na impossibilidade desse isolamento, há as máscaras. E neste momento estou novamente numa de prefiro que pensem que sou antipatica ou mesmo arrogante do que mostrar a dor que sinto e ficar tão mais vulnerável.
Espero que fiques bem, com ou sem máscara, o objectivo é ficares / ficarmos bem.
Bjitos

Eva Gonçalves said...

:)) kisses

A Chata said...

Que hajam, então, mais fins de semana na tua vida

:)

Sweet About Me said...

eu antigamente também me orgulhava em pensar demais. hoje olho para trás e vejo que isso foi a maior parte das vezes um entrave para eu seguir em frente..

João said...

Deja vú

 
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